Algodão brasileiro proveniente do nosso próprio projeto de cultivo dos Consórcios de Agricultura Familiar e Agroecológica, onde recuperamos variedades locais de algodão «Naturally Colourgrown» a partir da semente, com práticas agrícolas que enriquecem naturalmente o solo e têm um impacto positivo nas pessoas e no ambiente.

Criamos o mundo que queremos

Em 2013, descobrimos um projeto no nordeste do Brasil que várias ONG e entidades governamentais estavam a promover para recuperar o cultivo de variedades nativas de algodão com cor natural a partir da semente, com base na Agricultura Familiar e aplicando métodos tradicionais de cultivo agrorregenerativo.

Encontrar um projeto que refletisse plenamente o ADN das crenças e valores da nossa empresa despertou em nós um desejo incontrolável de fazer avançar a nossa própria comunidade de famílias de agricultores e cumprir a nossa missão: hoje, o projeto OCCGuarantee Brasil garante a estabilidade económica de mais de 200 pequenos agricultores e das suas famílias, melhora a qualidade do solo ao promover a biodiversidade a cada colheita e permite-nos obter o algodão que queremos para as pessoas e para o planeta.

Estes são os 6 pilares do nosso projeto

1

Asseguramos a cadeia de custódia do algodão desde a sua origem, para garantir a máxima pureza e ética dos nossos têxteis OCC.

A OCC foi fundada em 1992 para oferecer soluções têxteis a pessoas afetadas por várias condições e sensibilidades cutâneas. Graças à pureza do nosso algodão, isento de toxinas e de produtos químicos, garantimos peças de vestuário totalmente inofensivas para a saúde das pessoas.

O Projeto Brasil foi um passo natural para garantir a pureza dos nossos produtos desde a própria origem, cultivando o nosso próprio algodão biológico e regenerativo.

Desta forma, supervisionamos a 100% a sustentabilidade e a ética envolvidas na nossa atividade, desde o cultivo e a colheita da fibra de algodão até à sua transformação em peças de vestuário. Como resultado deste compromisso com a transparência, criámos o nosso próprio selo de garantia: OCCGuarantee®, da semente à peça de vestuário.

2

Promovemos a agricultura biológica e regenerativa através do modelo dos consórcios agroecológicos.

O cultivo em consórcios agroecológicos baseia-se na combinação e coexistência de várias culturas alimentares com o cultivo do algodão, utilizando técnicas de agricultura regenerativa, sem produtos químicos, com irrigação pela chuva natural e promovendo o enriquecimento natural da qualidade do solo.

Cada proprietário cultiva até 3 ou 4 tipos diferentes de alimentos ao longo do ano, para consumo próprio e comércio de pequena escala, e toda a produção alimentar recebe uma «certificação biológica participativa».

A época do algodão começa nos meses de abril e maio, com a sementeira, e termina em setembro, com a colheita das cápsulas de algodão.

3

Defendemos um modelo de agricultura familiar autossustentável.

No cerne de tudo isto, estão os agricultores familiares que fazem parte do Projeto Social no Brasil; são eles os verdadeiros intervenientes da nossa empresa. Com os conhecimentos necessários e uma formação adequada, fornecem-nos algodão biológico com cores naturais, cultivado segundo práticas agrícolas regenerativas.

No projeto, envolvemos exclusivamente famílias de pequenos agricultores que são donas das suas próprias parcelas de terra, que geralmente não ultrapassam 1 hectare.

O modelo de agricultura familiar combina o cultivo de vários alimentos para autoconsumo com o cultivo de algodão , para complementar o rendimento familiar com uma remuneração justa.

4

Uma remuneração justa e o compromisso de adquirir 100% da produção.

Celebramos contratos anuais por tempo indeterminado com os agricultores, garantindo estabilidade económica a todas as famílias envolvidas no projeto.

Fornecemos sementes de algodão gratuitamente e financiamos cada colheita, pagando antecipadamente pela produção prevista de cada agricultor.

10% do valor que pagamos anualmente pelo algodão é reinvestido em melhorias no sistema de produção da comunidade.

O nosso compromisso com o projeto passa por aumentar, de forma gradual e constante, o número de famílias participantes, contribuindo assim, em conjunto, para o desenvolvimento de uma economia circular cada vez mais sólida.

5

Promovemos a recuperação de variedades locais de algodão «Naturally Colorgrown» a partir da semente.

Cultivamos algodão biológico com cores naturais, nos vários tons que surgem da semente: tons de cru, verde e castanho, tal como cresciam naturalmente há mais de 5000 anos. Estas variedades ficaram esquecidas durante décadas devido ao advento da Revolução Industrial e à necessidade de uma produção intensiva de algodão branco para tingir através de processos químicos nocivos.

Financiamos campos de multiplicação de sementes para os disponibilizarmos gratuitamente às famílias de agricultores.

As variedades de algodão colorido têm uma produtividade muito inferior à do algodão em bruto convencional, mas incentivamos o seu cultivo pagando um preço compensatório justo.

6

Fazemos parte das comunidades agrícolas locais e contamos com a confiança das entidades governamentais.

Somos membros do Instituto Casaca de Couro, que promove o cultivo agroecológico e a recuperação da indústria local de transformação do algodão. Em 2023, o Instituto adquiriu e reabriu a Fábrica de Transformação de Algodão Antônio Inácio da Silva, uma unidade de descaroçamento que, após mais de 30 anos encerrada, volta a servir 1 500 famílias de produtores e a proporcionar emprego à população local.

Colaboramos de perto com a EMBRAPA (Empresa Brasileira de Pesquisa Agrícola), o SEBRAE (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) e a ONG DIACONIA para dar aos nossos agricultores todo o apoio técnico necessário para recuperar variedades locais de algodão, melhorar as práticas agrícolas regenerativas e fortalecer o seu modelo de negócio de agricultura familiar.

Onde é que o nosso projeto está localizado?

Descobre a história do projeto «Brasil» em 6 capítulos

Capítulo 1

Definir o projeto para o nosso próprio algodão

Após 20 anos a comercializar os produtos FoxFibre Colorganic, a Sally Fox mostrou-se preocupada por não poder garantir o fornecimento de todo o algodão que queríamos. Além disso, a produção em Portugal também não garantia continuidade. Tudo isto obrigou-nos a fazer mudanças estratégicas e a pensar em obter o nosso próprio algodão biológico diretamente na origem, para nos mantermos fiéis ao que fazia sentido para nós: fazer parte de uma economia circular onde todos ganham, onde outras marcas também podem fazer parte do projeto, tornando-o sustentável ao longo do tempo.

“Às vezes, basta fazer uma pausa para te concentrares na tua voz interior. E quando sentes que o que estás a fazer está bem feito, não é preciso mais nada.”

Santi Mallorquí Gou, Diretor Executivo.

Capítulo 2

À descoberta das origens: Índia

A falta de transparência nas negociações para a aquisição do nosso algodão biológico na Índia parecia ser um grande obstáculo, mas, na verdade, escondia uma grande oportunidade para esclarecer melhor como o projeto se iria desenrolar e abriu caminho para a OCCGuarantee: precisávamos de ter acesso direto ao algodão na sua origem, estabelecendo um acordo direto com o proprietário do terreno, sem intermediários nem empresas afiliadas.

“Além disso, descobrimos que a Índia nunca poderia ser a nossa escolha futura, dado o nosso firme compromisso de trabalhar apenas com corantes naturais da planta do algodão, dispensando o processo de tingimento e acabamento.”

Santi Mallorquí Gou, Diretor Executivo.

Capítulo 3

O Brasil, a grande descoberta

O Brasil parecia ser o país que cumpria os requisitos para a obtenção de algodão biológico com coloração natural. Perder a primeira colheita por causa de uma praga levou-nos a outra conclusão importante: adotar um método regenerativo que combinasse o cultivo de mais do que um produto seria uma opção mais sustentável e menos arriscada para os agricultores, o que fazia mais sentido para o projeto. E foi assim que nasceu o projeto regenerativo OCCGuarantee Brasil!

«Uma cultura em que o algodão é combinado com alimentos dá a oportunidade de sustentar as famílias e o gado com comida e de gerar um rendimento adicional estável através da venda do excedente.»

Santi Mallorquí Gou, Diretor Executivo.

Capítulo 4

Diógenes, a peça que faltava

A nova fórmula da OCC tinha de tornar os agricultores nossos «partes interessadas» no terreno. O objetivo era criar um negócio de economia circular onde, além de gerar atividade rentável, os participantes vissem melhorias nas suas condições sociais, económicas e de trabalho. E onde a região visse as suas condições ambientais preservadas. Diogenes Fernandes, filho de agricultores e membro de uma ONG local, foi a peça-chave para criarmos a nossa própria comunidade de agricultores.

“No entanto, ainda me sentia perdido quanto à forma de gerir o projeto à distância. Sabia que o sucesso do projeto dependia de ter alguém no Brasil ativamente envolvido no desenvolvimento do grupo.”

Santi Mallorquí Gou, Diretor Executivo.

Capítulo 5

Garantir que a semente esteja sem fiapos

Era essencial garantir que as sementes estivessem bem limpas. As sementes de algodão costumam ser vendidas sem penugem, pois são consideradas «mais limpas». No entanto, a utilização de agentes químicos agressivos para remover a penugem à volta da semente pode danificá-las. Conseguir um fornecimento suficiente de sementes com penugem nas nossas três cores foi um grande desafio.

O outro grande desafio foi conseguir visitar todas as famílias de agricultores e celebrar contratos que garantissem que iríamos trabalhar com elas todos os anos, comprando todo o algodão que produzissem.

“Visitar pessoalmente todas as famílias nas suas casas foi a experiência mais bonita que tive em todo este projeto.”

Santi Mallorquí Gou, Diretor Executivo.

Capítulo 6

A caminho da primeira exportação

Em janeiro de 2015, conseguimos fibras de algodão da nossa própria rede de agricultores em quantidade suficiente para exportação e fiação em Barcelona. Um bom planeamento da carga foi fundamental para otimizar os custos de transporte. Percebemos que era essencial ter a nossa própria filial registada no Brasil, que pudesse operar para simplificar os processos de documentação e contratação de que precisávamos no país.

“Só unindo os esforços de todos é que conseguiremos tornar este projeto sustentável e aumentar o número de famílias de agricultores envolvidas, ao mesmo tempo que fornecemos ao mercado fibra natural da mais alta qualidade.”

Santi Mallorquí Gou, Diretor Executivo.

Cores naturais da semente

O algodão «Naturally Colorgrown», proveniente das sementes que produzimos no Brasil, é do tipo Upland, proveniente de variedades nativas como o Branco Aroeira, o Mocó, o BRS Rubí e o BRS Verde, que fornecem fibras em vários tons de cru, verde e castanho-avermelhado.

Este algodão de cor natural cresce de forma selvagem há mais de 5 000 anos, em diferentes tonalidades e variedades, em vários locais da América do Sul e da Ásia, onde foram encontradas provas arqueológicas.

Foi com a revolução industrial e a descoberta dos corantes químicos, em 1856, que a indústria têxtil passou a promover o cultivo convencional e em massa do algodão branco para tingimento, abandonando o cultivo tradicional de variedades com cores naturais, que se praticava desde tempos imemoriais.

A usar as cores que a natureza nos oferece

Estamos muito orgulhosos por termos recuperado estas variedades de algodão com cores naturais, pois, quando combinadas com cuidado na produção do fio, permitem-nos criar tecidos com uma paleta harmoniosa e variada de tons naturais de verde e castanho, evitando os processos químicos envolvidos no tingimento industrial do fio ou do tecido de algodão.

Descobrimos o verdadeiro significado de«cor vibrante». Os nossos tecidos não só mantêm a sua cor natural como também a realçam a cada lavagem. Tudo isto torna as peças de roupa feitas com estes algodões muito especiais: sem produtos químicos nocivos e saudáveis para a pele, naturais, únicas e que envelhecem com elegância.

O nosso algodão brasileiro OCCRegeneartive® Brazil possui certificações oficiais reconhecidas tanto para práticas biológicas como regenerativas.

Organico Brasil em transição 2024

Certificação Orgânica do USDA em fase de transição 2024

Eu Organic em transição 2024

A Regenagri em transição para 2025

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